5.10.12


FLAAC
Performance: cidade, corpo, política
Caminhos Afro-latinos

25 e 26 de outtubro de 2012
Prédio SG1. Universidade de Brasília

Programação
1º dia- 25 de outubro
9h – ABERTURA OFICIAL com a presença de autoridades das instituições envolvidas e
Maria Beatriz de Medeiros (DF)

10h às 14h – Performances na cidade e/ou na universidade de Brasília, conforme cronograma detalhado a ser montado com artistas convidados.

14h às 18h – ARTE CONTEMPORÂNEA E POLÍTICA
Maria Beatriz de Medeiros (UnB) / Jorge Manuel de Oliveira Dias (Moçambique) /
Divino Sobral
DEBATEDOR: Maria Eugênia Matricardi
DEBATE

18h às 20h – Performances na cidade e/ou na universidade de Brasília, conforme cronograma detalhado a ser montado com artistas convidados.

2º dia- 26 de outubro
De 9 às 12 h- PERFORMANCE, DANÇA: CORPO COLETIVO
Nathalie MBA Bikoro (GABÃO) / Larissa Ferreira  (doutoranda UnB. BA) /
Ayrson Heráclito (UFRB, doutorando PUC-SP)
DEBATEDOR: Luara Learth
DEBATE

12h às 14h – Performances na cidade e/ou na universidade de Brasília, conforme cronograma detalhado a ser montado com artistas convidados.

De 14 h às 18 h- MESA:  - ESPAÇOS DE PERFORMANCE
Zé Mário (BA) / Rose Boaretto (BA) / Nelda Ramos (ARGENTINA)
DEBATEDOR: Diego Azambuja
DEBATE

18h às 20h – Performances na cidade e/ou na universidade de Brasília, conforme cronograma detalhado a ser montado com artistas convidados.

20h- Festa de encerramento

Artistas convidados com apresentação de performances:
Corpos Informáticos (DF) / Larissa Ferreira (BA) / Luara Learth (DF) / Rose Boaretto (BA) / Maria Eugenia Matricardi (DF) / Nelda Ramos (ARGENTINA) / Zé Mário (BA)

# Apresentação:
O debate-encontro “Performance: cidade, corpo, política” visa discutir a linguagem artística performance enquanto campo híbrido da arte contemporânea: corpo, coletivo, cidade e política, com o objetivo de gerar reflexão, material videográfico e bibliográfico, bem como disponibilizá-los gratuitamente para o grande público.
As performances e os debates acontecerão dias 9 e 10 de junho de 2012 na cidade de Brasília, no Memorial Darcy Ribeiro, UnB e envolverá artistas e pensadores atuantes em Brasília-DF, São Paulo-SP, Salvador-BA, Argentina, Gabão, Moçambique, Angola.
O público-alvo são estudantes de graduação, pós-graduação, artistas, professores pesquisadores e, para as performances, o público da Universidade e das ruas.
Os debatedores selecionados pela curadoria visam atender a diversidade teórica e prática no campo da arte contemporânea em geral e da performance em particular (arte da performance e performance como campo híbrido e como campo antropológico e etnográfico). As questões a serem debatidas girarão em torno de:
1- a performance como linguagem artística híbrida.
2- a performance como atitude política, isto é como micro-política (Foucault), como macro-política (no campo das artes) e como terceiro espaço.
3- as micropolíticas do corpo.
4- o trabalho artístico realizado em grupos ou coletivos.
As mesas-redondas/debates estão assim nomeadas e tratarão os seguintes temas:
- Performance: Bordas rarefeitas; -  Arte contemporânea e política; - Redes e coletivos.
Outro objetivo da proposta é o fortalecimento das discussões, das políticas e do acesso a materiais sobre a performance, uma vez que são escassas fontes de pesquisas sólidas sobre esta linguagem no Brasil, fato que já apagou de nossa história recente diversos artistas e manifestações que utilizaram esta linguagem que é por essência efêmera. A performance se caracteriza como arte efêmera, então sua necessidade de memória é estrutural para o pensamento atual mas sobretudo para gerações vindouras (memória e pesquisa). Este paradigma é sua própria essência.
O encontro visa produção de material teórico, documentais e artístico. Todo este material será disponibilizado em um portal web e poderá ser utilizado gratuitamente como material didático por professores, estudantes, pesquisadores e pelo público interessado. Este portal se conectará com outros portais de relevância nacional e parceiros do projeto.
Diferentes correntes de pensamento estarão representadas para debater a linha temática escolhida: performance e corpo, arte e tecnologia; performance e trabalho em grupo; tecnologia como possibilidade de criação de memória; performance em telepresença; dança; vídeo-dança; máquina de dança; cinema e performance; grupos e coletivos; ciberfeminismo; performance e composição urbana; artivismo. Ao convidar artistas, teóricos, pesquisadores, ativistas, curadores e críticos especialistas, a curadoria do projeto pretende aprofundar, pluralizar e valorizar o debate sobre a arte contemporânea e performance no Brasil, na América Latina e na África.
O proponente, o Grupo de Pesquisa Corpos Informáticos - GPCI, reconhecido CNPq desde 1994, efetua reflexões e práticas relacionadas à performance e pensa a presença das tecnologias digitais frente a um corpo que, jogado na cidade, se re-dimensiona (diversos artigos e livros publicados, entre eles Tempo e performance e Espaço e performance, ambos publicados em 2007 pela Universidade de Brasília). Maria Beatriz de Medeiros possui experiência em organização de eventos, foi presidente da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas - ANPAP, 2003-2005, e conseqüentemente organizou os encontros nacionais destes anos. Também apoiou a organização dos eventos 6º, 7º e 8º encontros #ART (Arte e tecnologia) do PPG-Arte, UnB.

# Abordagem do Tema
A arte contemporânea, em geral, a performance e a dança contemporânea são por essência linguagens artísticas experimentais e efêmeras no campo dos comportamentos pós-modernistas. Necessita, porém, de maior potência de afecto e entendimento, sobretudo no que diz respeito ao seu confronto com o grande público e com as novas tecnologias digitais de criação e transmissão de som, imagem e movimento.
Com a massificação da internet, outras perspectivas apareceram e atitudes ressurgem. Terreno de combate privilegiado, campo de invenção político-social extremamente fecundo e possibilidades de desmassificação crescente. Mas este novo suporte para as comunicações sociais é constantemente assediado com modelos e parâmetros colocados pela indústria cultural, o que nos leva a perguntar: até que ponto esse espaço virtual contempla somente as demandas impostas pela sociedade do consumo? E a finalidade deste espaço será única e exclusivamente a de atender ao conceito maior e imutável do capitalismo, ou seja, o lucro?
Hoje, é como se o consumo, sincronizando o eu, tornando cada eu similar, o adotasse, anulando, conseqüentemente, o nós, e “criando um agente” (STIEGLER, Bernard. Amar, nos amar, se amar, Paris: Galilée, 2003. Tradução e organização: Maria Beatriz de Medeiros). A evolução técnica gera desequilíbrio, mas quando esse desequilíbrio está associado à perda da individuação, o desajuste pode atingir um limite, e esse limite pode impossibilitar o futuro (avenir). Stiegler chega mesmo a dizer que, se o futuro (avenir) se confundir com o devir (devenir), o “fim dos tempos” pode ser uma possibilidade.
Ilya Prigogine (Temps à devenir. A propôs de l’histoire Du temps. Paris: Les Grandes conférences, 1994, p. 29), de outra forma, também fala dessa compreensão do tempo e do mundo e dos seres vivos: “[...] O não-equilíbrio é a via mais extraordinária que a natureza inventou para coordenar fenômenos, para tornar fenômenos complexos possíveis”.
Entre esses fenômenos complexos, Prigogine cita o ser vivo, cuja vida só é possível devido a ritmos, todos eles “longe do equilíbrio”. Complexidade, não-unicidade, múltiplas forças, muitos aspectos (Wittgenstein), tudo em inter-relação e em movimento. Isso se faz necessário para que haja vida. A sincronia, a homogeneização é perigosa. Aí não há movimento, agenciamentos, como fizeram ver Gilles Deleuze e Félix Guattari. O que há é um nós-rebanho, como nos advertiu Nietzsche.
Os corpos-desejo-de-fato desejam outros vivos, no vivo e/ou ao vivo, de algum ponto qualquer da rede, eles nos desejam. Nesta, eles são inorgânicos e não mercadoria. Eles são luz emitida e corpos contraditórios. Podemos identificar processos de adoção que nos inserem no seio de um nós tal como um grupo de amigos que compartilham trabalho ou lazer, trabalhos colaborativos ou grupos de profissionais (artistas, filósofos, pesquisadores em áreas específicas) e grupos virtuais.
A arte contemporânea, com seus “homens-ação” (Tristan Tzara), é “máquina de guerra” (Deleuze e Guattari) ou carícia, como se exprime o GPCI, neste contexto: ela questiona, critica e propõe. Seu aspecto híbrido redefine a positividade técnica da tecnologia. O corpo aqui (a)presentado (sic) é potência política no momento atual de tanto desinteresse por mudanças. Trata-se, ainda, de redimensionar e politizar o corpo no espaço urbano e a internet, que é entendida como espaço público por excelência (rua), através destas ações artísticas.
Organizar este evento sobre Performance: cidade, corpo, política permite reunir pensadores e artistas de grande parte do Brasil, da América latina e África, pensadores e artistas esparsos, ainda que por vezes em grupos ou coletivos. Desta reunião resultará debate, divulgação, maior entendimento desta linguagem artística atual e sua função política.


Local: Prédio SG1 (em frente ao Banco do Brasil), Universidade de Brasília

Público-Alvo
O público-alvo são estudantes de graduação, pós-graduação, artistas, professores, pesquisadores e público não especializado das cidades participantes, que assistirão aos debates e performances. Na medida do possível (condições técnicas oferecidas pelo FLAAC para o Memorial Darcy Ribeiro) os debates serão transmitidos online.

Contatos
telefones: 61-32746441; 61-82110888 (Bia)
61-99356639 (Diego)

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